6 fatores que ajudam a entender a greve na área de TI

Existem muitas opiniões a respeito da greve dos profissionais de TI em São Paulo, que teve início nesta sexta-feira pela manhã. Todas são relevantes e ajudam a compreender as insatisfações que levaram a atitude tão drástica. Sob a ótica de carreira, esse movimento mostra, sobretudo, a força do profissional de TI e seu impacto na sociedade e no mercado de trabalho.

A paralisação escancara alguns pontos sabidos mas negligenciados, tais como:

  1.     Os baixos salários da categoria;
  2.     A desigualdade salarial existente na área (alguns poucos ganhando muito bem e a maior parte ganhando muito mal);
  3.     A carga horária excessiva e sem remuneração compatível;
  4.     A desinformação da sociedade sobre o verdadeiro papel do profissional de tecnologia;
  5.     A precária infraestrutura tecnológica das empresas para que os profissionais trabalhem com tecnologia;
  6.     A inexistência de investimento em treinamentos e melhorias técnicas dos colaboradores da área;

O que se sabe, mas não se valoriza, é que a área de TI – e, consequentemente, seus profissionais – é fundamental para manter diversos setores da sociedade em ordem. Desde hospitais, passando por serviços de telefonia, bancos, educação, aeroportos e até controles de tráfego, sem o profissional de tecnologia nada funciona como deveria e o caos se instala em inúmeras situações cotidianas.

Não se trata de apoiar ou não a greve (todos sabemos das causas e consequências), mas de refletirmos o porquê de ela existir. Assim como muitas esferas do nosso país, é preciso que o setor de TI seja repensado, especialmente no que tange à informalidade contratual que anda prejudicando os profissionais, submetendo-os a um modelo que pode comprometer seu crescimento na carreira.

[button color=”#COLOR_CODE” background=”#007300″ size=”medium” target=”blank” src=”http://olhardigital.uol.com.br/pro/colunistas/mayra_fragiacomo/0/0#post_40468″]Vi no Olhar Digital[/button]

Add Comment